
terça-feira, 15 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
No seu segundo memorial, os índios pediam fôssem os terrenos demarcados na forma da lei, para que se evitassem novas violências e que sôbre as terras que excedessem fôsse imposto o pagamento de foros, exigidos àqueles que, futuramente, quisessem cultivar. Insistiam também os suplicantes — como se vê no documento acima — na nomeação de outro diretor dos índios, para a sua proteção e direção.
Decorrido algum tempo, sem que tivesse qualquer solução o caso atinente à devolução das terras furtadas aos índios, os Coroados, por seu procurador Francisco Dionísio Fortes de Bustamante, novamente apelavam para a Sua Majestade:
— “Senhor. Dizem os indios Coroados da aldêa de Valença, freguezia de Nossa Senhora da Gloria, entre o Rio Preto e Parahyba, comarca d’esta cidade e côrte que ha mais de 15 annos que os supplicantes foram aldeados por seu director o fallecido José Rodrigues da Cruz, de ordem de vossa magestade.
“Era o districto que hoje occupam antiga morada dos supplicantes, e depois que reconheceram a vossa magestade por seu soberano foi-lhes demarcado terreno para cultivarem, e d’onde tirassem a sua subsistência; foram-lhes igualmente facilitados outros meios de dinheiros, viveres e tabaco de fumo, tudo á custa da real fazenda; mandaram-se-lhes abrir caminhos para o interior do sertão, e ultimamente tiveram a dita de lhes ser dado um parocho, para os instruir e guiar pelo caminho da fé e da religião como mostra o documento N. 1.
“Tudo assim correu bem a favor dos supplicantes emquanto lhes assistiu aquelle expressado director. Falleceu este, e desde esse tempo teem os supplicantes sido perseguídos com toda a sorte de vexação; são todos em menos preço por aquelles visinhos e por elles roubados, como se vê da carta N. 2, e ultimamente esbulhados do terreno que lhes fôra mandado dar por vossa magestade por Eleuterio Delphim e outros, que a titulo de inculto obrepticia e sobrepticiamente o obteve de sesmaria com tão notoria violencia dos supplicantes que nem o terreno mesmo immediato á igreja lhes deixaram.
“Representaram já os supplicantes uma vez á vossa magestade immediatamente e instruiram o que allegam com documentos; mas foi o primeiro d’aquelles requerimentos mandado a informar ao dezembargador ouvidor da comarca em 5 de Março e o 2o a 18 de julho, e ainda não foram deferidos.
“E porque todo o mal vem aos supplicantes de não terem nem director nem procurador n’esta cidade que promovam os seus interesses, nem elles o podem fazer por si, porque não sabem fallar portuguez, e aos supplicantes se segue gravissimo prejuizo na demora, porque lhes vae passando o tempo de fazerem suas roças, sem as quaes não podem subsistir:
“Pedem a vossa magestade que por effeitos de soberana commíseração se digne fazer-lhes a mercê de lhes mandar nomear por director o capitão Miguel Rodrigues da Costa; e restituir o terreno que lhes foi indevidamente tirado pelo expressado Eleuterio Delphin e outro:. E.R.M. — Francisco Dyonisio Fortes de Bustamante.” (23)
(23) Rev. do Inst. Hist. e Geogr. do Brazil — pág. 524 — N. 15 — 1854.
VALENÇA ALDEIA, Iório, Leoni.
Decorrido algum tempo, sem que tivesse qualquer solução o caso atinente à devolução das terras furtadas aos índios, os Coroados, por seu procurador Francisco Dionísio Fortes de Bustamante, novamente apelavam para a Sua Majestade:
— “Senhor. Dizem os indios Coroados da aldêa de Valença, freguezia de Nossa Senhora da Gloria, entre o Rio Preto e Parahyba, comarca d’esta cidade e côrte que ha mais de 15 annos que os supplicantes foram aldeados por seu director o fallecido José Rodrigues da Cruz, de ordem de vossa magestade.
“Era o districto que hoje occupam antiga morada dos supplicantes, e depois que reconheceram a vossa magestade por seu soberano foi-lhes demarcado terreno para cultivarem, e d’onde tirassem a sua subsistência; foram-lhes igualmente facilitados outros meios de dinheiros, viveres e tabaco de fumo, tudo á custa da real fazenda; mandaram-se-lhes abrir caminhos para o interior do sertão, e ultimamente tiveram a dita de lhes ser dado um parocho, para os instruir e guiar pelo caminho da fé e da religião como mostra o documento N. 1.
“Tudo assim correu bem a favor dos supplicantes emquanto lhes assistiu aquelle expressado director. Falleceu este, e desde esse tempo teem os supplicantes sido perseguídos com toda a sorte de vexação; são todos em menos preço por aquelles visinhos e por elles roubados, como se vê da carta N. 2, e ultimamente esbulhados do terreno que lhes fôra mandado dar por vossa magestade por Eleuterio Delphim e outros, que a titulo de inculto obrepticia e sobrepticiamente o obteve de sesmaria com tão notoria violencia dos supplicantes que nem o terreno mesmo immediato á igreja lhes deixaram.
“Representaram já os supplicantes uma vez á vossa magestade immediatamente e instruiram o que allegam com documentos; mas foi o primeiro d’aquelles requerimentos mandado a informar ao dezembargador ouvidor da comarca em 5 de Março e o 2o a 18 de julho, e ainda não foram deferidos.
“E porque todo o mal vem aos supplicantes de não terem nem director nem procurador n’esta cidade que promovam os seus interesses, nem elles o podem fazer por si, porque não sabem fallar portuguez, e aos supplicantes se segue gravissimo prejuizo na demora, porque lhes vae passando o tempo de fazerem suas roças, sem as quaes não podem subsistir:
“Pedem a vossa magestade que por effeitos de soberana commíseração se digne fazer-lhes a mercê de lhes mandar nomear por director o capitão Miguel Rodrigues da Costa; e restituir o terreno que lhes foi indevidamente tirado pelo expressado Eleuterio Delphin e outro:. E.R.M. — Francisco Dyonisio Fortes de Bustamante.” (23)
(23) Rev. do Inst. Hist. e Geogr. do Brazil — pág. 524 — N. 15 — 1854.
VALENÇA ALDEIA, Iório, Leoni.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
O Primeiro Jornal de Santa Rita de Jacutinga " O Bananal". Arquivos de José Marinho de Araújo..
Só foi possível a edição desse trabalho através da magnitude histórica da família de José Marinho de Araújo, cujo lema é a difusão do conhecimento.
Para José Marinho de Araújo o conhecimento não deveria ser retido. Deveria alcançar o máximo de talentos possíveis para que redescobertas e novos caminhos históricos pudessem ser percorridos.
José Marinho nasceu, viveu e morreu de amores por sua terra, Santa Rita de Jacutinga. Da mesma forma sentiu-se em relação aos lugares e pessoas que o receberam em seu seio, dedicando aos mesmos esse imenso carinho histórico.
Escreveu suas histórias, fundou escolas, incentivou a cultura.
Meus agradecimento à família de José Marinho de Araújo por a mim permitirem publicar e galgar os passos históricos dessa vida maravilhosa e desse espírito visionário .
Particularmente meu agradecimento à historiadora Laudelina Marinho Nogueira e sua filha Marilene Marinho Nogueira, por permitirem a abertura e difusão virtual dos arquivos de José Marinho de Araújo.
Carinhosamente.
Cunhada e tia.
Fatima Helena Oliveira de Araújo e Araújo.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
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